#8 – Feedback em e-learning: torne-o num verdadeiro momento de aprendizagem
Ao limitar-mos as mensagens de feedback a expressões como “Parabéns, acertou!”; ” Errou, tente novamente” estamos a perder uma valiosa oportunidade de aprendizagem.
Os questionários de auto-avaliação são uma actividade comum em e-learning, mas cujo potencial de aprendizagem nem sempre é devidamente aproveitado. Neste post vamos ver como usar estes questionários para criar verdadeiros momentos de aprendizagem.
Uma possibilidade oferecida pelos questionários de auto-avaliação, como questionários com questões de escolha múltipla, verdadeiro/falso, etc., é o feedback automático. Podemos considerar dois tipos de feedback: correctivo e explicativo. O primeiro indica ao formando se errou ou acertou. O segundo explica porque errou.
O que não devemos fazer
Limitar-mos as mensagens de feedback a expressões como “Parabéns, acertou!”; ” Errou, tente novamente” , pois estamos a perder uma valiosa oportunidade de aprendizagem. Quando o formando responde a um teste, o seu nível de atenção está elevado e está curioso por saber se acertou.
O que devemos fazer
Ao confirmar a resposta (feedback correctivo), adicionar uma frase curta que explique de forma pertinente porque é que errou ou acertou. O formando irá certamente lê-la, havendo uma probabilidade maior de reter essa informação – sobretudo se tiver errado.
Como devemos fazer
Vejam que escrevi “frase curta”. Embora o formando esteja receptivo, fazê-lo ler longos textos na resposta a um questionário pode não resultar e quebrar o ritmo necessário à realização do teste. Uma frase curta e de fácil leitura será o mais adequado para tirar proveito desta disponibilidade do formando para aprender. Atenção: ao fornecer o feedback, a pergunta, a resposta dada pelo formando e a frase do feedback devem ser visíveis no mesmo ecrã.
Feedback correctivo: é mais fácil para o formador mas não é melhor para a aprendizagem
Ora, o feedback correctivo dá trabalho. Imaginemos um teste com 20 questões de escolha múltipla, em que cada uma tem 4 opções de resposta. Teremos de elaborar 80 frases explicativas – uma para cada opção. Como a maioria das ferramentas de autor e plataformas de e-learning que fazem rapidamente estes testes possibilitam a automatizar a criação de feedback correctivo através meia-dúzia de cliques, é mais fácil ficarmos por este. Mas se é mais fácil, não é melhor para a aprendizagem.
Feedback correctivo: melhor é possível
Mas, no caso de não haver tempo ou recursos e tenhamos de ficar pelo por feedback correctivo, o “Tente novamente” pode não ser o mais adequado. Imaginemos uma questão com 4 opções de resposta. Basta o formando tentar 4 vezes e acertou. Se fizer todo o teste assim, no final aparece uma mensagem do género: “Parabéns, o seu resultado foi 100 em 100. Conclui com êxito a aprendizagem.” Assim, dizer somente se errou ou acertou, não deixar responder novamente à questão e, se possível, fazer uma referência aos materiais onde pode consultar informação sobre aquele assunto.
Mais informações sobre este tema em e-Learning and the Science of Instruction: Proven Guidelines for Consumers and Designers of Multimedia Learning, Ruth Colvin Clark and Richard E. Mayer

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